O jet lag nos fez ir dormir às 17h do dia anterior, e até parece que nosso sono foi até as 5h. Deviam ser mais ou menos 3h da manhã quando me virava sem dormir na cama e escutei meu pai com voz firme, sem qualquer sinal de sono, me perguntar se eu também não estava conseguindo dormir. É claro... Não era cansaço, é simplesmente o fato de estarmos com 11 horas de diferença do nosso relógio biológico o problema. E eram 7h quando pulei da cama. “Vou comprar leite e pão”, disse ao meu pai, crente que essa missão seria simples. Leite? Pão? Em Shanghai?
Como estamos hospedados com um amigo, estamos mesmo “em casa”. Ou seja, não é um hotel com cozinha internacional, temos que comprar o que vamos comer e isso tem lá sua graça. Saí na rua como uma barata tonta, e com a missão na cabeça. Saquei meu telefone e busquei por “pão” no dicionário. Mianbao, ele disse; ok, lá fui... Passeei um pouco até que passei por uma vendinha bem pequena com alguns pacotinhos que pareciam ser pães. Arrisquei um inglês com a vendedora e ela disse não, virando a cara. Isso é algo engraçado aqui em Shanghai: nos comércios pequenos, quando você tenta falar inglês e a pessoa não sabe, ela simplesmente vira a cara como quem quer se livrar de você! Mas eu tinha uma carta na manga, e arrisquei meu mandarim (risos)!! Zhèige shì mianbao? E ela concordou, perguntei quanto era, paguei e vim embora! O pão estava comprado – fazer as aulas de mandarim foi uma decisão muito acertada -, agora faltava o leite e a margarina, e já se passavam cerca de 30 minutos.
Voltei pra casa meio desolado, mas decidi que não podia desistir. Era nosso café que estava em jogo!! (risos) Saí novamente atrás do leite, e – para minha surpresa – encontrei três lojas da FamilyMart no caminho. Estas lojas são como mercearias aqui, tem em toda esquina e vendem o básico do dia a dia. Consegui comprar leite ali, inclusive lendo a tabela nutricional para encontrar o leite desnatado (!!!!), mas nada de manteiga. O chinês da loja pareceu não gostar muito de eu ter perguntado.
O resultado? Mais 20 minutos de caminhada, e o café com leite foi com pão seco mesmo! Aliás, o pão seco que ninguém gostou, só eu. E depois sou eu o que tem problemas com comida... Sei...
Enfim, passado o episódio, fomos conhecer um pouco da cidade. O primeiro “alvo” foi o Jing’an Temple, um templo budista muito antigo onde as risadas e as bocas abertas são garantidas. Logo na entrada, somos “convidados” a fazer uma oração, acendendo um incenso e rezando de pé... Apenas o Alexandre fez o ritual, eu e meu pai ficamos acompanhando de longe e admirando aquilo... Depois, a parte divertida: havia um grande monumento de metal ali, e a diversão era tentar acertar uma moedinha dentro dele. Os buracos eram muito altos e, por mais ridícula que possa parecer a brincadeira, demos boas risadas...
Adentramos o templo e tudo era muito impressionante. No meio de uma Shanghai coberta de prédios assombrosos em tamanho e tecnologia, um templo completamente feito de madeira encaixada (nada é pregado), com detalhes simétricos e precisos... É impressionante, não há palavras para descrever a arte que é um templo budista. E como é impressionante, saquei logo minha câmera para tirar muitas fotos!
Qual não foi a minha surpresa ao notar que meus cartões de memória haviam ficado todos em Curitiba?! Fenomenal, presepada de primeira... As fotos do templo ficaram por conta do iPhone, e dali saímos para a People’s Square. Logo que chegamos no lugar consegui comprar um SD de 16GB, que de RMB150 saiu por RMB40 (após negociação). E qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que a câmera, muito antiga, não reconheceria o cartão de memória. Novamente, iPhone reinando nas fotos do dia!
Mas, falando do People’s Square, muito legal o local também. Foi a primeira praça que visitamos, e tivemos contato com a cultura cotidiana local. Vimos uma espécie de apresentação/competição de velhinhos, que dançavam alegremente uma coreografia, e também vimos muita gente tendo aulas de Taishi (seja lá como se escreve...) ao ar livre, como que com professores voluntários. Também haviam aulas de dança, o clima nos parques é muito interessante...
Falando um pouco do Taishi, ali fica claro do porquê os chineses conseguem ter esta saúde e qualidade de vida... A arte mexe com a cabeça e o corpo, fortalecendo e mantendo o equilíbrio dos dois... São movimentos bem lentos e precisos, em um ambiente aberto, muito verde e bastante calmo. Fiquei com certa inveja dos velhinhos na China, provavelmente vou envelhecer escutando algum funk carioca, mesmo que fuja para algum lugar isolado no Brasil... (risos)
Ao final deste dia, pegamos um táxi e fomos direto para um outlet onde encontramos a Decathlon e o Media Markt. Ali, as compras começaram, mas vou pular esta parte pois é até triste de lembrar! Só digo que quase tudo, mas quase tudo mesmo, vale a pena por aqui!
Ah, a parte que vale ser comentada: com muito esforço, o pessoal do Media Markt conseguiu encontrar no fundo do estoque um cartão de 2GB, e eu finalmente poderia usar minha máquina no dia seguinte! Isso foi bem bacana... De quebra, fiz um “Membership Card” da loja. Espero mesmo não usá-lo, sob o risco de ter de vender meu corpo para poder voltar pra casa (risos).
E o dia chegou ao fim, mas não Shanghai. No dia seguinte, fomos ao Yuyuan Garden e ficamos novamente loucos com compras de “coisas chinesas”. Mas por hoje é só, vamos embarcar agora para Guangzhou e o relato do Yuyuan, tal como algumas informações úteis de Shanghai, ficarão para amanhã! Ou hoje mesmo, dependendo de onde você estiver... A propósito: estamos 11 horas à frente do Brasil. Abraços, e ponto.
Gostei a parte sobre 面miàn 包bāo !! Acho q naquele exercicio do 人rén 民mín 广guăng 场chăng era 太tài 极jí ! Gosto muito de 太tài 极jí 拳quán tambem. Mas faz tempo nao treinar mais. Tou com prequiciosa. Agora so fiz corrida....rs
ResponderExcluirSabia q voces vao comprar muitas coisas no 豫yù 园yuán , meus dois alunos gastou monte lá..hahha