quinta-feira, 19 de abril de 2012

Guangzhou e a Canton Fair

Acordamos com dificuldade às 8h da manhã do dia seguinte. A viagem foi bastante cansativa devido aos atrasos dos voos, e acabamos indo dormir às 2h da manhã somente. Mas a feira nos aguardava, e precisávamos ir. Com muita dificuldade, nós dois levantamos e nos arrastamos até o café da manhã.

No salão de café, mais de 14 chineses trabalhavam servindo o café. É incrível como tudo aqui tem muita, muita gente trabalhando. Ainda que algumas coisas pudessem ser automáticas, em todo lugar sempre tem gente sobrando. Na recepção do hotel, por exemplo, são sempre 6 chineses atrás do balcão – que só possui 3 computadores. Aguardando fora do hotel, 3. É tudo assim, muito chinês pra pouco serviço. É como se a própria sociedade se preocupasse em “esbanjar pessoas” para ninguém ficar desempregado...

Sobre a feira, bem... É realmente algo inimaginável para nós, brasileiros. A feira tem 3 grandes áreas, cada uma dividida em seções (que somam 16 no total), e cada seção com 3 andares. Cada andar de cada seção possui mais ou menos o tamanho de um Anhembi, e cada um desses Anhembis é de um tema diferente. Um deles, por exemplo, é de iluminação; artigos de construção, bens de consumo eletrônicos, máquinas pesadas para construção, carros... Tem de tudo. Em dois dias, devemos ter visitado cerca de 5 ou 6 seções destas pequenas (Anhembis). Além de exaustos, estamos muito impressionados.

E o que impressiona, na verdade, não é o tamanho da feira. Tentarei explicar o que, realmente, faz da feira tão especial... Se vamos a uma feira no Brasil e vemos, por exemplo, uma máquina que “imprime” fotos em 3D num pedaço de madeira, nós ficamos impressionados e podemos comprar “uma” máquina para abrir nosso negócio. Assim, nosso negócio terá um diferencial único (por exemplo, podemos ter um negócio de brindes de casamento que imprima a foto dos noivos na madeira em 3D, ou algo assim). Mas aqui, aquela máquina é vendida em lote, em container. Você não pode comprar uma; você precisa comprar pelo menos 30. Ela é produzida em série! Entende a diferença?! No Brasil, uma máquina dessas jamais seria produzida em série... Aqui, tudo é produzido em série – mesmo máquinas com aplicação específica.

Com isso, a feira se torna interessante para quem quer ver novidades, mas não interessante para quem quer abrir um negócio para o consumidor final (por exemplo). Um empresário que queira realmente usar algo exposto na feira terá de procurar um trader que negocie uma quantidade pequena daquelas máquinas. Aqui, os negócios são sempre monstruosos...

E eu falei da beleza das cantonesas... Hoje caminhamos bastante por Guangzhou, e preciso mesmo comentar – sem qualquer apelo – que aqui no sul as mulheres são muito belas. Eu não tenho nenhum “quê” por orientais (ainda que muita gente ao meu redor tenha a certeza disso! risos), mas eu vejo sim muita beleza nelas. E as daqui têm exatamente a beleza que nós, brasileiros, admiramos. Aqui é um bom lugar para arrumar uma esposa chinesa, caso alguém aí esteja procurando (risos)...

O trânsito aqui continua um caos, a poluição continua em níveis elevadíssimos e os arranha-céus continuam arranhando os céus! E os produtos continuam muito baratos, para desespero das nossas economias. Mas sobre isso não falarei muito, que esta parte eu pretendo me esquecer (risos)! E é só isso. Por aqui, fizemos pouco turismo e muita feira... Amanhã, porém, Beijing nos espera. Depois Xi’an e Hong Kong, antes de voltarmos para a 3ª fase da feira e finalmente partirmos para o Brasil. Agora sim o turismo reinará na viagem; possivelmente amanhã estaremos na muralha da China! A ansiedade está muito grande!! Abraços, e ponto.

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