segunda-feira, 16 de abril de 2012

Destino: Far, far away kindgom

E chegamos ao “reino tão, tão distante”... De repente, estávamos do outro lado do mundo, eu e meu pai... Confesso que a chave ainda não caiu, mas é inegável – julgando pelo “tamanho” da viagem – que estamos do outro lado do mundo. Veja só: nós saímos de Curitiba às 18h40 de sexta-feira, e só chegamos ao nosso destino final no domingo de manhã – horário local. Para ser legal com o horário, chegamos em Shanghai às 22h50 de sábado do horário do Brasil. Quer ver como é longe? Quando eu saí do Brasil, ainda tinha gente em Curitiba que iria correr a Volta à Ilha de Florianópolis. Quando eu cheguei em Shanghai o pessoal todo já tinha ido pra ilha, corrido a prova inteira e já deviam estar na balada – depois do jantar. E eu, nesse tempo todo, em trânsito... Entendeu?!

Acho que a melhor comparação para este voo é a de uma maratona ante uma meia maratona. Quando você corre os 21.097m, você cansa. Mas quando você chega na metade de uma maratona, aí sim é que começa a prova (você chega completamente descansado)... Aqui foi igual. Chegamos em Frankfurt como novos; dormimos a noite inteira, e a viagem “voou”. Mas isso não ocorreu no segundo voo...

É que no primeiro voo foi fácil: estávamos no “nosso horário” e, por mais que chegássemos em Frankfurt às 14h30, dormimos até as 7h do nosso relógio biológico, o que nos rendeu boas 9 horas de sono! Só que o segundo voo era novamente contra o fuso. Ou seja, estávamos avançando e a noite vindo contra nós... O resultado foi que este voo, o segundo, atravessou uma noite que o nosso relógio biológico “não localizou”! Eu só lembro que eram 6h45 no horário local, ainda tínhamos uma hora de voo, eu não tinha dormido nada, não aguentava mais ver filmes nem ficar sentado, e tentei me forçar a dormir. Não consegui, mas acho que valeu a tentativa...

Enfim, chegamos! E, após uma demora nas bagagens (que já deixou meu pai preocupado  - eee seu Netzka!!), passamos pela imigração (muito rápido!) e fomos nos encontrar com o Alexandre. Mas ele não estava lá – do contrário, só tinha um monte de gente igual esperando por alguém que não éramos nós! Então, encontramos um telefone público para ligar pra ele, e aqui aconteceu uma coisa engraçada...

A sequencia foi mais ou menos a seguinte: tiramos dinheiro no caixa automático, que só saca notas de RMB100. Trocamos o dinheiro em uma loja do aeroporto, e compramos o cartão telefônico na outra máquina. Então fomos usar o cartão telefônico para ligar, mas não sabíamos como ligar (aqui os números têm muitos dígitos, e não tem DDD). Voltamos à loja que trocou o dinheiro, perguntamos (a resposta é: aqui, o número de telefone é composto por todos os números mesmo; ou seja, tira o +86, é todo o resto!), e então conseguimos ligar! Mas o telefone deu ocupado. Desligamos um pouco desanimados e estávamos a caminho de procurar o Alexandre pelo saguão do aeroporto. E o telefone público tocou! Olhei desconfiado, e meu pai disse “vou atender”. E atendeu, e era para gente mesmo! Que tal, dois brasileiros atendendo o telefone no aeroporto de Shanghai?! Nada mal para um começo de viagem!

Bem, finalmente nos encontramos, e deu tudo certo. Um pouco cansados, “jet lagged”, e – pelo menos eu – ainda sem cair muito a ficha do quão longe de casa estávamos, percorremos quase uma hora de metrô e finalmente chegamos em casa. Sem muito turismo no primeiro dia: pizza, passeio rápido pelos shoppings e cama – muito, muito sono! O turismo ficara para o outro dia – e quê turismo! Abraços, e ponto.


Um comentário:

  1. Gostei a parte que voces atenderam o telefone publico, deve ser bem engraçado!! kkkkk

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