A ferroviária de Beijing poderia ser comparada à rodoviária de Curitiba, guardadas as devidas proporções. Mas não é por mal ou descuido: como não é um lugar considerado muito turístico, eles tratam da forma como está legal para eles. E, infelizmente, nós temos um conceito de higiene diferente do deles!
Mas antes de ir para a ferroviária a aventura já havia começado. Chovia muito em Pequim e, quando resolvemos sair do hotel (às 14h) para ir até a ferroviária, nos deparamos com uma situação ingrata: não tinha taxi! O trânsito da cidade estava um caos, e os táxis estavam todos ocupados... Esperamos quase uma hora, e levamos mais quase outra hora pra chegar na ferroviária – que ficava a 20km de onde estávamos! Mas, enfim, chegamos!
Após uma pequena aventura para imprimir os tickets do trem, fomos lá aguardar o horário... Resolvemos jantar por ali mesmo, e foi a primeira vez que comi espagueti com os tais “palitinhos”... No começo foi difícil pra caramba, mas depois foi só alegria (risos)...
Nosso trem para Xi’an era destes noturnos, e levou pouco mais de 11 horas para chegar até a cidade. Como optamos por uma cabine “hard sleeper”, tivemos um certo conforto na viagem, na qual dormimos praticamente todo o tempo...
E chegamos! Xi’an é uma cidade pequena, “do interior”. Tem apenas 4,5mi de habitantes, e isso dificulta muito as coisas para os ocidentais. A cada passo que demos na cidade, descobrimos isso. Mas faz parte da aventura – e o exército de Terracota há de compensar o esforço! Além disso, é uma cidade bem mais limpa do que Pequim (o ar, no caso, é mais limpo). O céu hoje estava aberto, estava quase azul!!!
Assim que chegamos, meu mandarim foi testado. Os vouchers dos hotéis (se você planeja vir pra China, tome isso como lição e dica!) estão todos em português – ou melhor, meio português e meio inglês, mas ninguém aqui lê esses textos... E como os nomes dos hotéis em inglês não são os mesmos que em chinês, ferrou tudo! Pra completar, meu celular estava sem crédito! Arrisquei então “traduzir” o endereço que li para mandarim, e não é que chegamos no hotel?! Não sei se ficamos mais felizes nós ou o motorista do taxi, mas sei que todo mundo vibrou! (risos)
E chegamos no hotel, onde ninguém falava inglês! Nosso checkin foi a coisa mais engraçada que eu já vi... Todo mundo aqui sabe falar “hello”, mas o inglês acaba por aí! E o das meninas do hotel não era diferente... Agora, imagine: com um inglês limitadíssimo e um voucher em português nas mãos, as meninas estavam simplesmente doidas! (risos)
Mas, vencidas as dificuldades, finalmente chegamos no quarto. Uma coisa muito legal aqui, pelo menos até agora, é que os quartos “duplos” aqui têm duas camas de casal! Não é como no Brasil, duas camas de solteiro que você mal cabe dentro (sempre tenho este problema...). Aqui, as camas são sempre grandes! É muito bacana!
Bom, banho tomado e fomos fazer um passeio diferente. Alugamos duas bicicletas por RMB40 cada e demos a volta por cima dos antigos muros da cidade. Isso foi muito bacana! É um pedal de 14km, praticamente plano, de onde é possível ver algumas coisas da cidade... Na verdade, não é um pedal onde você consiga ver muito longe... Mas os muros são muito largos, havia uma música chinesa tocando num volume ideal e o passeio foi algo muito divertido... Parecíamos crianças pedalando pra lá e pra cá.
E aí o passeio por Xi’an continuou... Há uma rua de muçulmanos aqui em que as culturas se misturam e o resultado é assustador (mesmo, e no mau sentido!): sai cada comida que não dá nem coragem de olhar!! Mas é legal mesmo assim, meu pai filmou muito! (risos) Depois ainda saí para uma corrida, que foi bem judiada pelo trânsito caótico e pelo ar seco. Mas fui!
E agora à noite aconteceu a máxima do dia... Saímos para jantar mas, como é uma cidade “interiorana”, não tem muita coisa voltada aos ocidentais por aqui... Eu sugeri, então, que comêssemos no hotel, mas meu pai insistiu que o restaurante do lado devia ter algo bom! Assim que entramos, duas pessoas vieram nos atender. “Hello” foi tudo o que elas sabiam falar... Então começou a juntar muita gente enquanto foleávamos o cardápio e, com a ajuda de um dicionário que tenho no meu telefone, fomos encontrando as palavras e perguntando se tinha isso e aquilo. Sei que, quando vimos, sete pessoas rodeavam nossa mesa na expectativa do que falaríamos! Foi muito engraçado, e muito cômico também! O resultado? Bem, eu comi uma carne de boi que eu não tenho a menor ideia de como era, porque era gelada (parecia defumada?!), e arroz branco. Meu pai com uma sopa de espagueti (ah, sim, espagueti aqui é sempre ensopado hehe), e se matou pra comer com os palitinhos (não tinha garfo! risos). E era um restaurante super bom... Isso, portanto, não é conversa fiada: quer vir pra China, aprenda a comer com os ditos palitinhos! Ou morra tentando (risos)...
E chega de texto! Amanhã vamos ver o exército de Terracota. Dizem que são milhares de soldados e nenhum deles é igual! Só acredito vendo (um a um). Abraços, e ponto.
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